Uma das perguntas mais frequente em consultórios de pediatria.. “Que altura meu filho terá?”

Vamos entender um pouco mais sobre o assunto?

Afinal de contas, mesmo sem querer, isso faz parte das expectativas que os papais criam a respeito de seus pequenos.

As crianças crescem em torno de 25 cm no primeiro ano de vida, 12 cm no segundo ano e a partir daí 5 a 7 cm por ano, até a adolescência quando ocorrerá uma fase de crescimento acelerado, chamado estirão da puberdade.

O principal fator determinante da estatura final de alguém é a sua genética, ou seja, o potencial herdado de sua família. O fator nutricional, especialmente nos primeiros anos de vida, também desempenha importante papel na estatura de um indivíduo. Fatores como grau de atividade física, presença ou não de doenças crônicas, uso de medicamentos que comprometam o crescimento, entre outros, devem ser também considerados.

Quando consideramos o filhote com baixa estatura?
Definimos uma criança com baixa estatura quando a mesma encontra-se abaixo de 2 DP (desvio-padrão) para sexo e idade. Esta análise não deve ser baseada em apenas uma medida isolada, mas principalmente na avaliação da velocidade de crescimento (cm/ano), pois apenas assim podemos definir se o crescimento está adequado ou se sofreu interferência de algum outro fator, e em que momento isso ocorreu. Para isso, depende-se muito do acompanhamento pediátrico regular e da avaliação da curva de crescimento, que todo pediatra faz para os seus pacientes durante o acompanhamento.

Por que as crianças têm baixa estatura?
Na grande maioria das vezes, a baixa estatura dos pequenos não é consequência de doenças, mas sim o reflexo da sua herança genética, podendo ainda representar apenas um atraso ou um crescimento mais lento, que em longo prazo se equilibrará.

As crianças que apresentam uma velocidade de crescimento normal não necessitam de intervenções medicamentosas, devendo receber orientação para manter um estilo de vida saudável, com uma dieta balanceada e atividade física rotineira.

Algumas doenças podem interferir de forma significativa no crescimento da criança, principalmente algumas doenças genéticas (síndromes genéticas). Nenéns que nasceram muito prematuros e perderam o seu potencial de crescimento nos primeiros meses, doenças crônicas em geral e deficiências hormonais, como o hipotireoidismo e a deficiência do hormônio de crescimento. Nestas situações, o tratamento se faz necessário e poderá mostrar uma recuperação do crescimento para níveis próximos do normal.

Quais os tratamentos possíveis para a baixa estatura?
Para que tenhamos um crescimento adequado, o filhote deve ter uma alimentação equilibrada e variada, atividade física frequente e um acompanhamento regular com o pediatra.

Em situações específicas, o tratamento medicamentoso com hormônio de crescimento pode ser considerado, sendo a resposta mais satisfatória nos casos em que há comprovadamente uma deficiência hormonal.

Qual a importância do tratamento e do acompanhamento adequado?
Desde cedo, os nossos pequenos serão identificados na escola pelo seu tamanho. Sendo assim, a estatura é uma identidade. Além disso, na maioria das vezes, os menores serão tratados de modo pejorativo. A auto-estima poderá ser comprometida e o filhote poderá sofrer com comparações, sendo também preterido em atividades esportivas. Na grande maioria dos casos, em que a baixa estatura apenas reflete o potencial genético da família ou ocorre em consequência a um retardo do crescimento com estatura final normal, basta que sejam feitos uma avaliação clínica e um acompanhamento com o seu pediatra. Ele saberá identificar os casos que necessitarão realizar alguns exames de investigação e a avaliação especializada para decidir a necessidade de tratamento específico.

* O conteúdo foi desenvolvido pelo Dr. Marco Aurélio Safadi (CRM: 54792), parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital.

Até o próximo post.

CompartilheShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn